A Volkswagen está aumentando suas apostas no uso de biodiesel puro. A montadora anunciou nesta segunda-feira (16) ter chegado a um acordo com a Amaggi para testar o uso de B100 em condições reais de rodagem durante um ano em um caminhão modelo Meteor Highline 29.530.
Esse caminhão vai enfrentar a mesma rotina de outros veículos usados no transporte de grãos da Amaggi pelas estradas das regiões Centro-Oeste e Norte, abastecido exclusivamente com o biocombustível. Trata-se de um perfil de alta demanda, com exigência de rodagem entre 8 e 10 mil quilômetros por mês.
O biocombustível utilizado virá integralmente da usina da Amaggi em Lucas do Rio Verde (MT).
O objetivo é medir os impactos do uso de biocombustíveis durante um período mais prolongado. Além do desempenho e do consumo, também serão observados os efeitos na manutenção do veículo.
Esta não é a primeira iniciativa da Volks em relação ao B100. Em setembro passado, a montadora iniciou uma parceria – também de 12 meses – com a EcoRodovias para abastecer quatro veículos da frota operacional da empresa.
Até este momento, mais de 100 mil quilômetros já foram rodados sem que fossem observados problemas com a frota. O índice de disponibilidade dos veículos movidos a biodiesel chega a 95%.
Concorrentes
A Amaggi também vem conduzindo iniciativas nesse mesmo sentido. Ao longo dos dois últimos anos, o grupo empresarial vem investindo para montar uma frota de veículos movidos a biodiesel formada por modelos da Volvo e da Scania.
"Já fazemos uso do biodiesel puro em parte da nossa frota e agora daremos início ao teste com um caminhão em parceria com a VWCO. Esperamos que o resultado desse teste seja positivo, dada a importância estratégica da substituição do diesel por um combustível renovável e menos poluente para a autossuficiência energética do Brasil", esclarece Claudinei Zenatti, diretor de Logística e Operações da Amaggi.
Segundo Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), a avaliação da montadora é bastante positiva, com os dados obtidos até o momento indicando desempenho consistente, estabilidade e confiabilidade. "Esses resultados reforçam o potencial do B100 e contribuem para a construção de um caminho técnica e operacionalmente viável para sua aplicação no transporte pesado", conclui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com